Introdução:
Falar sobre sustentabilidade nos dias de hoje é se referir a um dos temas mais discutidos quando se tem em pauta o futuro da sociedade e de suas partes envolvidas.
Com a crescente preocupação com o meio ambiente e seu futuro, tem se citado muito o conceito de desenvolvimento sustentável, que é o desenvolvimento consciente e não nocivo ao ambiente explorado. Nesse contexto, surge a idéia da sustentabilidade nas organizações, e é esse o ponto que pretendemos abordar nas nossas postagens.
Nesse contexto, as empresas precisam se encaixar nos moldes sustentáveis para alcançarem um tipo de diferencial em relação aos concorrentes e também para assegurar seu próprio futuro.
Pretendemos, com nossas postagens, abordar práticas sustentáveis encontradas em empresas nacionais e internacionais, ressaltando como se diferenciam nesse quesito e como adquirem vantagem competitiva. Além disso, postaremos temas relacionados à necessidade da mentalidade sustentável para a saúde de uma empresa e do meio em que está inserida. Portanto, nosso objetivo é mostrar a importância da sustentabilidade na organizações como forma de preservar e enriquecer o ambiente em que está inserida, e, a partir desse ponto, mostrar exemplos de organizações que foram bem sucedidas e alcançaram um diferencial competitivo adotando a sustentabilidade como característica de seu negócio, para asim validar realmente a implementação dessas práticas.
Definições e considerações sobre o tema: De um modo geral e de uma maneira mais abrangente, o conceito de sustentabilidade se define como sendo o equilíbrio na convivência entre o homem e o meio ambiente.
Um desenvolvimento sustentável dentro de uma organização é bem relatado como sendo um modelo econômico, político, social, cultural e ambientalmente equilibrado que satisfaça as necessidades de hoje sem que sejam comprometidos os recursos para que possam satisfazer as necessidades futuras. Isso começou a ser abordado a partir do momento em que se relata o questionamento do estilo de desenvolvimento abordado por certas organizações, quando se consta que esse estilo prejudica o meio ambiente (consumindo recursos naturais ou poluindo), gera pobreza e desigualdade social, causa injustiças políticas com abusos de poder e corrupção, aliena a cultura em relação a seus próprios valores e, eticamente, censura o respeito aos direitos humanos e às demais espécies.
O conceito de sustentabilidade acarreta sete fatores a serem vistos: · Sustentabilidade Social - melhoria da qualidade de vida da população, eqüidade na distribuição de renda e de diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular; · Sustentabilidade Econômica - públicos e privados, regularização do fluxo desses investimentos, compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de balanço de pagamento, acesso à ciência e tecnologia; · Sustentabilidade Ecológica - o uso dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da poluição, reciclagem de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção ambiental; · Sustentabilidade Cultural - respeito aos diferentes valores entre os povos e incentivo a processos de mudança que acolham as especificidades locais; · Sustentabilidade Espacial - equilíbrio entre o rural e o urbano, equilíbrio de migrações, desconcentração das metrópoles, adoção de práticas agrícolas mais inteligentes e não agressivas à saúde e ao ambiente, manejo sustentado das florestas e industrialização descentralizada; · Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a evolução da democracia representativa para sistemas descentralizados e participativos, construção de espaços públicos comunitários, maior autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de recursos; · Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas, erradicação da pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social. Abarca todas as dimensões anteriores através de processos complexos. O início da consciência global em relação a um desenvolvimento sustentável foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 (a Rio 92), onde se aprovaram uma série de documentos importantes, dentre os quais a Agenda 21, um plano de ação mundial para orientar a transformação desenvolvimentista, identificando, em 40 capítulos, 115 áreas de ação prioritária. A Agenda 21 tem como principal razão o fortalecimento da democracia e da cidadania, através da participação dos indivíduos no processo de desenvolvimento, combinando ideais de ética, justiça, participação, democracia e satisfação de necessidades. O processo iniciado no Rio em 92, reforça que antes de se reduzir a questão ambiental a argumentos técnicos, deve-se consolidar alianças entre os diversos grupos sociais responsáveis pela catalisação das transformações necessárias.
Referências bibliográficas: 1) site <http: www.catalisa.org.br > acesso em 26/05/2010
2) GVces, revista Página 22,// São Paulo edição 41
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 09/06/2010, GRUPO 03 Sustentabilidade Econômica - A responsabilidade das instituições financeiras
Embora sejam dois temas que pareçam ser pouco associados, finanças e sustentabilidade devem caminhar juntos para que haja um desenvolvimento do país, da comunidade, da organização ou qualquer que seja a instituição. Abordando este tema no contexto brasileiro, a palavra chave que buscamos é microfinanças. O termo refere-se à oferta de serviços financeiros para a população de baixa renda, geralmente excluída do sistema financeiro tradicional. O carro chefe do sistema microfinanceiro no Brasil é o microcrédito, que nada mais é do que a concessão de empréstimos de pequeno porte.
A oferta de crédito à população de baixa renda é uma ferramenta importante de combate à pobreza e geração de renda, o que torna os bancos que se preocupam com o microcrédito insersores da sustentabilidade em suas linhas de negócio. Porém, de fato a oferta de crédito para a população de baixa renda não é essencial e esta oferta esbarra em dois obstáculos: o custo de transação e a assimetria de informação. Para vencer estes obstáculos, algumas instituições financeiras inovaram no campo do microcrédito que serão expostas a seguir.
Empréstimos em Grupo
São arranjos feitos por indivíduos que não possuem as garantias tradicionalmente exigidas pelo sistema bancário. As pessoas formam espontaneamente um grupo para obter empréstimos, cada membro recebe determinado valor e assim garante o empréstimo dos demais, pois, se algum membro do grupo vier a se tornar inadimplente, os demais devem arcar com a parcela correspondente, sob pena de não receberem mais créditos. O intuito deste arranjo é diminuir a assimetria de informação e os elevados custos de transação e isto é feito através da constituição dos grupos, uma vez que são formados espontaneamente e que o contrato de crédito em grupo estabelece uma responsabilidade conjunta. Isto reduz a assimetria de informação, pois ao formar o grupo os próprios tomadores realizaram a seleção (screening) e reduz os custos sociais, uma vez que se espera que os integrantes do grupo sejam próximos e se auto-monitorem.
Agente de Crédito
Agente de crédito é um profissional responsável por fazer as análises de crédito, monitorar e assessorar novos grupos tomadores de empréstimos, microempreenderores e outros. A principal função delegada ao agente de crédito é a inserção do microcrédito na comunidade, é a peça chave de toda a atividade de empréstimos de pequeno porte. O agente de crédito é uma espécie de private banking ao contrário, mesmo lidando com pequenos montantes o cliente goza de um atendimento próximo e diferenciado, a diferença é que o agente de crédito chega a ter até 400 clientes, o que faz com que a instituição credora tenha ganhos de escala. Além disso, o agente reforça a construção de um relacionamento de longo prazo entre credor e devedor, que, segundo estudos estatísticos, reduz os níveis de inadimplência. Porém, devido aos riscos deste sistema, a desvantagem dos agentes de crédito são os altos custos de transação.
Empréstimos Progressivos
Este mecanismo consiste em um primeiro empréstimo de valor reduzido que, conforme a assiduidade dos pagamentos, pode ter seu montante aumentado. A repetição das operações permite o acúmulo de informações sobre o cliente e o sistema por si só reduz a inadimplência, uma vez que o tomador sabe que poderá deixar de conseguir um montante maior no futuro se não pagar a dívida vigente.
Freqüência de Pagamentos
Este mecanismo é composto pelo desenho de uma freqüência de pagamento adequada, que segue a famosa regra de casamento de prazos. Com este mecanismo, as instituições de microcrédito podem coletar, por exemplo, pagamentos semanalmente, o que é compatível com as atividades de caixa do comércio e serviços. O desafio aqui é vencer os fatores culturais e educar o mercado.
Conclusão
Fatos atuais, como o caso do Grameen Bank, fundado por Mohamed Yanus, vencedor do prêmio Nobel, mostram que fornecer à população pobre acesso a serviços financeiros e crédito é viável. Os mecanismos inovadores aproximam a esfera econômica da social e esta é a grande responsabilidade das organizações financeiras. Ademais, o termo microfinanças ainda está muito restrito ao microcrédito, o que dá abertura para a criação e o desenvolvimento de novos produtos, como o microseguro por exemplo.
Referências Bibliográficas:
Revista GVexecutivo - volume 7 - número 3
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 11/06/2010, GRUPO 15
Sustentabilidade: tendência sustentável?
A fundamentação da descrença de muitos a respeito do real desejo das organizações serem sustentáveis baseia-se no fato de que muitas ações trabalhadas e praticadas pelas empresas são pouco profundas ou mesmo insustentáveis em longo prazo. O exemplo típico da questão é recente e bastante irônico: a crise financeira abalou estruturas e a sustentabilidade desapareceu das principais questões discutidas. A ironia está no fato de, anteriormente ao fato, o principal tema em pauta era a sustentabilidade, e a causa de toda a crise foi baseada em atitudes e ações pouco sustentáveis que visavam maximizar um resultado no curto prazo – expansão desordenada do crédito a emprestadores arriscados a altas taxas de juros.
Hoje, de que sustentabilidade se precisa? Daquela voltada a atingir consumidores finais balançados por um medo global de catástrofe ambiental? Que fundamentação buscaria uma empresa para lançar de tal estratégia mercadológica? Posicionar seria uma ótima resposta a essa questão. Identificar o perfil de seus consumidores e agir de acordo com sua estratégia global seria a decisão mais sensata dos tomadores de decisão dentro das empresas. De acordo com pesquisas de especialistas em branding, a desconfiança nas empresas é um fator crucial que afeta a decisão de compra e faz uma marca mais forte que outra. A manutenção da confiança do consumidor está altamente atrelada a consistência nas ações e objetivos de uma empresa. Dessa forma, diferenciar-se nem sempre é pelo caminho da moda – sustentabilidade – porque os motores das almejadas receitas crescentes – os consumidores – absorvem inconsistências e isso faz a empresa perder pontos ao invés de ganhar.
Então existiria empresa sustentável? Uma possível esperança está num exemplo brasileiro de sucesso e inovação. A empresa Brasilata, fabricante de produtos metálicos e reconhecida internacionalmente por inovações, manteve-se durante a última crise com desempenho razoável e não se valeu de demissões ou corte custos para equilibrar-se. Pelo contrário. Ela continuou com seus investimentos e as despesas com funcionários foram SUSTENTADAS por um fundo que durante anos acumulou provisões para crises. As concorrentes bastantes "sustentáveis" cortaram custos mercadológicos inúteis - que para elas eram investimentos em sustentabilidade - e fizeram demissões em massa. Ou seja, à imensa maioria superficial, restou a incoerência no discurso.
Ser sustentável é aliar a viabilidade econômica com aspectos sociais e ambientais. Logo, percebe-se que esse conceito é pouco conhecido, uma vez que a associação imediata é com o assistencialismo ou com ambientalistas radicais. Sustentabilidade é, muito mais do que uma tendência como a percebida antes da crise, uma estratégia fortíssima para a empresa que deseja se estabelecer a longo prazo e obter resultados consistentes para seus acionistas.
Bibliografia: palestras presidente da Brasilata, Antonio Teixeira
Sustentabilidade
Introdução:
Falar sobre sustentabilidade nos dias de hoje é se referir a um dos temas mais discutidos quando se tem em pauta o futuro da sociedade e de suas partes envolvidas.
Com a crescente preocupação com o meio ambiente e seu futuro, tem se citado muito o conceito de desenvolvimento sustentável, que é o desenvolvimento consciente e não nocivo ao ambiente explorado. Nesse contexto, surge a idéia da sustentabilidade nas organizações, e é esse o ponto que pretendemos abordar nas nossas postagens.
Nesse contexto, as empresas precisam se encaixar nos moldes sustentáveis para alcançarem um tipo de diferencial em relação aos concorrentes e também para assegurar seu próprio futuro.
Pretendemos, com nossas postagens, abordar práticas sustentáveis encontradas em empresas nacionais e internacionais, ressaltando como se diferenciam nesse quesito e como adquirem vantagem competitiva. Além disso, postaremos temas relacionados à necessidade da mentalidade sustentável para a saúde de uma empresa e do meio em que está inserida. Portanto, nosso objetivo é mostrar a importância da sustentabilidade na organizações como forma de preservar e enriquecer o ambiente em que está inserida, e, a partir desse ponto, mostrar exemplos de organizações que foram bem sucedidas e alcançaram um diferencial competitivo adotando a sustentabilidade como característica de seu negócio, para asim validar realmente a implementação dessas práticas.
Definições e considerações sobre o tema:
De um modo geral e de uma maneira mais abrangente, o conceito de sustentabilidade se define como sendo o equilíbrio na convivência entre o homem e o meio ambiente.
Um desenvolvimento sustentável dentro de uma organização é bem relatado como sendo um modelo econômico, político, social, cultural e ambientalmente equilibrado que satisfaça as necessidades de hoje sem que sejam comprometidos os recursos para que possam satisfazer as necessidades futuras. Isso começou a ser abordado a partir do momento em que se relata o questionamento do estilo de desenvolvimento abordado por certas organizações, quando se consta que esse estilo prejudica o meio ambiente (consumindo recursos naturais ou poluindo), gera pobreza e desigualdade social, causa injustiças políticas com abusos de poder e corrupção, aliena a cultura em relação a seus próprios valores e, eticamente, censura o respeito aos direitos humanos e às demais espécies.
O conceito de sustentabilidade acarreta sete fatores a serem vistos:
· Sustentabilidade Social - melhoria da qualidade de vida da população, eqüidade na distribuição de renda e de diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular;
· Sustentabilidade Econômica - públicos e privados, regularização do fluxo desses investimentos, compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de balanço de pagamento, acesso à ciência e tecnologia;
· Sustentabilidade Ecológica - o uso dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da poluição, reciclagem de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção ambiental;
· Sustentabilidade Cultural - respeito aos diferentes valores entre os povos e incentivo a processos de mudança que acolham as especificidades locais;
· Sustentabilidade Espacial - equilíbrio entre o rural e o urbano, equilíbrio de migrações, desconcentração das metrópoles, adoção de práticas agrícolas mais inteligentes e não agressivas à saúde e ao ambiente, manejo sustentado das florestas e industrialização descentralizada;
· Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a evolução da democracia representativa para sistemas descentralizados e participativos, construção de espaços públicos comunitários, maior autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de recursos;
· Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas, erradicação da pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social. Abarca todas as dimensões anteriores através de processos complexos.
O início da consciência global em relação a um desenvolvimento sustentável foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 (a Rio 92), onde se aprovaram uma série de documentos importantes, dentre os quais a Agenda 21, um plano de ação mundial para orientar a transformação desenvolvimentista, identificando, em 40 capítulos, 115 áreas de ação prioritária. A Agenda 21 tem como principal razão o fortalecimento da democracia e da cidadania, através da participação dos indivíduos no processo de desenvolvimento, combinando ideais de ética, justiça, participação, democracia e satisfação de necessidades. O processo iniciado no Rio em 92, reforça que antes de se reduzir a questão ambiental a argumentos técnicos, deve-se consolidar alianças entre os diversos grupos sociais responsáveis pela catalisação das transformações necessárias.
Referências bibliográficas:
1) site <http: www.catalisa.org.br > acesso em 26/05/2010
2) GVces, revista Página 22,// São Paulo edição 41
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 09/06/2010, GRUPO 03
Sustentabilidade Econômica - A responsabilidade das instituições financeiras
Embora sejam dois temas que pareçam ser pouco associados, finanças e sustentabilidade devem caminhar juntos para que haja um desenvolvimento do país, da comunidade, da organização ou qualquer que seja a instituição. Abordando este tema no contexto brasileiro, a palavra chave que buscamos é microfinanças. O termo refere-se à oferta de serviços financeiros para a população de baixa renda, geralmente excluída do sistema financeiro tradicional. O carro chefe do sistema microfinanceiro no Brasil é o microcrédito, que nada mais é do que a concessão de empréstimos de pequeno porte.
A oferta de crédito à população de baixa renda é uma ferramenta importante de combate à pobreza e geração de renda, o que torna os bancos que se preocupam com o microcrédito insersores da sustentabilidade em suas linhas de negócio. Porém, de fato a oferta de crédito para a população de baixa renda não é essencial e esta oferta esbarra em dois obstáculos: o custo de transação e a assimetria de informação. Para vencer estes obstáculos, algumas instituições financeiras inovaram no campo do microcrédito que serão expostas a seguir.
Empréstimos em Grupo
São arranjos feitos por indivíduos que não possuem as garantias tradicionalmente exigidas pelo sistema bancário. As pessoas formam espontaneamente um grupo para obter empréstimos, cada membro recebe determinado valor e assim garante o empréstimo dos demais, pois, se algum membro do grupo vier a se tornar inadimplente, os demais devem arcar com a parcela correspondente, sob pena de não receberem mais créditos. O intuito deste arranjo é diminuir a assimetria de informação e os elevados custos de transação e isto é feito através da constituição dos grupos, uma vez que são formados espontaneamente e que o contrato de crédito em grupo estabelece uma responsabilidade conjunta. Isto reduz a assimetria de informação, pois ao formar o grupo os próprios tomadores realizaram a seleção (screening) e reduz os custos sociais, uma vez que se espera que os integrantes do grupo sejam próximos e se auto-monitorem.
Agente de Crédito
Agente de crédito é um profissional responsável por fazer as análises de crédito, monitorar e assessorar novos grupos tomadores de empréstimos, microempreenderores e outros. A principal função delegada ao agente de crédito é a inserção do microcrédito na comunidade, é a peça chave de toda a atividade de empréstimos de pequeno porte. O agente de crédito é uma espécie de private banking ao contrário, mesmo lidando com pequenos montantes o cliente goza de um atendimento próximo e diferenciado, a diferença é que o agente de crédito chega a ter até 400 clientes, o que faz com que a instituição credora tenha ganhos de escala. Além disso, o agente reforça a construção de um relacionamento de longo prazo entre credor e devedor, que, segundo estudos estatísticos, reduz os níveis de inadimplência. Porém, devido aos riscos deste sistema, a desvantagem dos agentes de crédito são os altos custos de transação.
Empréstimos Progressivos
Este mecanismo consiste em um primeiro empréstimo de valor reduzido que, conforme a assiduidade dos pagamentos, pode ter seu montante aumentado. A repetição das operações permite o acúmulo de informações sobre o cliente e o sistema por si só reduz a inadimplência, uma vez que o tomador sabe que poderá deixar de conseguir um montante maior no futuro se não pagar a dívida vigente.
Freqüência de Pagamentos
Este mecanismo é composto pelo desenho de uma freqüência de pagamento adequada, que segue a famosa regra de casamento de prazos. Com este mecanismo, as instituições de microcrédito podem coletar, por exemplo, pagamentos semanalmente, o que é compatível com as atividades de caixa do comércio e serviços. O desafio aqui é vencer os fatores culturais e educar o mercado.
Conclusão
Fatos atuais, como o caso do Grameen Bank, fundado por Mohamed Yanus, vencedor do prêmio Nobel, mostram que fornecer à população pobre acesso a serviços financeiros e crédito é viável. Os mecanismos inovadores aproximam a esfera econômica da social e esta é a grande responsabilidade das organizações financeiras. Ademais, o termo microfinanças ainda está muito restrito ao microcrédito, o que dá abertura para a criação e o desenvolvimento de novos produtos, como o microseguro por exemplo.
Referências Bibliográficas:
Revista GVexecutivo - volume 7 - número 3
NOVA CONTRIBUIÇÃO, 11/06/2010, GRUPO 15
Sustentabilidade: tendência sustentável?
A fundamentação da descrença de muitos a respeito do real desejo das organizações serem sustentáveis baseia-se no fato de que muitas ações trabalhadas e praticadas pelas empresas são pouco profundas ou mesmo insustentáveis em longo prazo. O exemplo típico da questão é recente e bastante irônico: a crise financeira abalou estruturas e a sustentabilidade desapareceu das principais questões discutidas. A ironia está no fato de, anteriormente ao fato, o principal tema em pauta era a sustentabilidade, e a causa de toda a crise foi baseada em atitudes e ações pouco sustentáveis que visavam maximizar um resultado no curto prazo – expansão desordenada do crédito a emprestadores arriscados a altas taxas de juros.
Hoje, de que sustentabilidade se precisa? Daquela voltada a atingir consumidores finais balançados por um medo global de catástrofe ambiental? Que fundamentação buscaria uma empresa para lançar de tal estratégia mercadológica? Posicionar seria uma ótima resposta a essa questão. Identificar o perfil de seus consumidores e agir de acordo com sua estratégia global seria a decisão mais sensata dos tomadores de decisão dentro das empresas. De acordo com pesquisas de especialistas em branding, a desconfiança nas empresas é um fator crucial que afeta a decisão de compra e faz uma marca mais forte que outra. A manutenção da confiança do consumidor está altamente atrelada a consistência nas ações e objetivos de uma empresa. Dessa forma, diferenciar-se nem sempre é pelo caminho da moda – sustentabilidade – porque os motores das almejadas receitas crescentes – os consumidores – absorvem inconsistências e isso faz a empresa perder pontos ao invés de ganhar.
Então existiria empresa sustentável? Uma possível esperança está num exemplo brasileiro de sucesso e inovação. A empresa Brasilata, fabricante de produtos metálicos e reconhecida internacionalmente por inovações, manteve-se durante a última crise com desempenho razoável e não se valeu de demissões ou corte custos para equilibrar-se. Pelo contrário. Ela continuou com seus investimentos e as despesas com funcionários foram SUSTENTADAS por um fundo que durante anos acumulou provisões para crises. As concorrentes bastantes "sustentáveis" cortaram custos mercadológicos inúteis - que para elas eram investimentos em sustentabilidade - e fizeram demissões em massa. Ou seja, à imensa maioria superficial, restou a incoerência no discurso.
Ser sustentável é aliar a viabilidade econômica com aspectos sociais e ambientais. Logo, percebe-se que esse conceito é pouco conhecido, uma vez que a associação imediata é com o assistencialismo ou com ambientalistas radicais. Sustentabilidade é, muito mais do que uma tendência como a percebida antes da crise, uma estratégia fortíssima para a empresa que deseja se estabelecer a longo prazo e obter resultados consistentes para seus acionistas.
Bibliografia: palestras presidente da Brasilata, Antonio Teixeira